segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Testemunhos de Mort Rainey - 1

Eu seguia na noite escura e aquele velho caipira atrás de mim. Não havia o que eu podia fazer se não continuar andando e fingindo que não o havia visto. O caminho estava escuro... Pelo menos dois quilômetros até minha casa, mas ele parecia não querer parar, e eu estava começando a ficar com medo, de verdade.

Tudo o que eu pensava era "você roubou minha história"...

Então...
Acordei, transpirando e a campainha tocando, e com batidas na porta, "toque, toque, toque...", mais forte "TOQUE, TOQUE, TOQUE...", não queria atender, e se fosse o caipira? E se ele ainda quisesse que eu lesse aquele manuscrito nojento? "TOQUE! TOQUE! TOQUE!" exclamava a madeira da porta. E eu no sofá, imóvel, transpirando, e então o grito: "Abra senhor Rainey, eu sei que o cê ta aí!".

E agora?

Continua...